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No final da década de 1940, o cinema italiano experimentou
um renascimento com o surgimento do neo-realismo, que se caracterizou
por filmes de um realismo intenso, quase exagerado, rodados em locações
naturais e com atores não profissionais. Entre os diretores
desse movimento destacam-se Roberto Rossellini, Vittorio de Sica,
Pier Paolo Pasolini, Federico Fellini, Michelangelo Antonioni e Luchino
Visconti. Após esse brilhante início no pós-guerra,
o cinema italiano continuou demostrando grande capacidade criativa,
com uma geração de cineastas comprometidos política
e socialmente, entre os quais devem ser citados Bernardo Bertolucci
e Ettore Scola.
Na
Grã-Bretanha, Almas em leilão (1959), de Jack Clayton,
marcou o início de uma série de filmes realistas,
cujos argumentos analisavam os problemas da classe trabalhadora.
O cinema britânico vem ocupando um lugar intermediário
entre a indústria comercial de Hollywood e o cinema europeu
de qualidade.
Um dos diretores mais originais do panorama internacional do pós-guerra
foi o sueco Ingmar Bergman, que deu a seus filmes um ar filosófico
muito apreciado pelos espectadores com inquietações
intelectuais.
Outra figura imprescindível na história do cinema
universal é a do espanhol Luis Buñuel, cuja carreira
cinematográfica transcorreu em sua maior parte no México
e na França. Chegou a alcançar renome internacional
na década de 1960 por retratar impiedosamente personagens
incapazes de assumir sua própria essência humana.
A França continuou dominando o mercado mundial do filme de
arte nas décadas de 1950 e 1960, produzindo cineastas muito
independentes, que experimentaram diversos modos de expressão.
Com menos sucesso comercial, mas com o aplauso dos críticos
(que eram os cineastas de seu próprio grupo), surgiram então
os diretores da chamada nouvelle vague, inspirados entre outros
por Robert Bresson. Além dessa influência francesa,
os jovens da nouvelle vague inspiraram-se no cinema comercial americano
de Howard Hawks, Alfred Hitchcock e John Ford. Os primeiros representantes
dessa corrente foram François Truffaut, Jean-Luc Godard e
Alain Resnais.
Pouco
tempo depois da eclosão da nouvelle vague francesa, surgiu
na Alemanha um grupo de cineastas jovens que partilhavam um ponto
de vista crítico sobre a sociedade de seu tempo, opondo-se
radicalmente ao auto complacente materialismo burguês. Werner
Herzog, Wim Wenders e Rainer Werner Fassbinder são alguns
dos representantes dessa corrente.
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