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O impacto do cinema europeu sobre os cineastas americanos e a posterior
decadência do sistema de grandes estúdios foram as duas
linhas de força que, durante as décadas de 1960 e 1970,
fizeram mudar o estilo do cinema americano.
Surgiu uma nova geração de realizadores sob a influência
das tendências européias e com o desejo de trabalhar
com diferentes distribuidores. Muitos deles realizaram filmes de grande
qualidade. Pode-se citar Stanley Kubrick, Woody Allen, Arthur Penn,
Francis Ford Coppola e Martin Scorsese.
Diante da filmografia representada pelos realizadores do cinema de
autor e em que pese o fato de ser americano e ligado por vezes à
indústria hollywoodiana, o cinema dos Estados Unidos deu seqüência
a outras linhas de produção para o consumo de massa,
especialmente de crianças e adolescentes.
Seus filmes baseiam-se principalmente nos efeitos especiais proporcionados
pelas novas tecnologias e que bem se enquadram nos temas escolhidos.
Dentro dessa categoria, figuram os filmes de catástrofes, como
O destino do Poseidon (1972), de Ronald Neame, e Inferno na torre
(1974), de John Guillermin e Irvin Allen; as aventuras de personagens
das histórias em quadrinhos, como Superman (1978), de Richard
Donner, e Batman (1989), de Tim Burton, com suas intermináveis
continuações; ou os filmes de guerra e de ficção
científica, como Guerra nas estrelas (1977), de George Lucas.
Nesses gêneros comerciais destacou-se Steven Spielberg.
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