O
gângster Tony Camonte (Muni), capanga de um chefão da Zona
Norte de Chicago, abre o caminho até o comando da quadrilha, ao
mesmo tempo em que nutre uma paixão incestuosa pela irmã
(Dvorak)
O filme
"Scarface" ganhou o sub título "Vergonha de Uma
Nação" para conseguir a liberação pela
censura. Rodado em 1931, o filme só foi liberado para exibição
em 1932. As autoridades americanas acharam que Hawks mostrara de maneira
glamurosa demais a vida dos gângters de Chicago, em um momento em
que o país se encontrava à mercê do crime organizado.
Passada a comoção inicial, porém, o excêntrico
milionário Howard Hughes, recebeu de volta seu investimento de
US$ 1 milhão e retirou outro milhão de lucro. A censura
acabou por favorecer a bilheteria do filme.
O mais conhecido repórter policial da época, Fred Palsey,
foi contratado como uma espécie de consultor sobre as técnicas
usadas pelos fora-da-lei de Chicago, recebendo inclusive crédito
pela colaboração. Alguns dos verdadeiros gângters,
quando souberam da filmagem, se ofereceram também como "consultores",
oferta aceita pelo diretor.
O próprio Al Capone, que muitos consideraram retratado no Scarface
de Muni, teria oferecido uma festa em Chicago para homenagear o filme,
que ele não só assitiu seis vezes no cinema, como costumava
ver em casa, depois que adquiriu uma cópia. "Capone adorou
e esse permanece também o meu filme favorito", declarou |