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...E
O VENTO LEVOU |
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| ...E o Vento Levou (Gone With the Wind, 1939) não é a maior obra-prima do cinema americano, mas é, indiscutivelmente, o filme mais popular produzido em Hollywood em todos os tempos. Passados mais de 60 anos, a história de sua realização é ainda lembrada. Pelos excessos, pelo academicismo e pela capacidade de galvanizar sucessivas gerações de espectadores. Pode-se até dizer que o ...E o Vento Levou representa o melhor e o pior do cinema: o espetáculo travestido de arte, a grandiloqüência de um sistema de produção, o anonimato como autoria... Tudo isso e muito mais. Porém, a despeito do glamour do cinema da época, ...E o Vento Levou tornou-se um patrimônio de valor inestimável. Mais do que uma obra cinematográfica, o filme ganhou estatura de animal mitológico. Seus diálogos são daqueles lembrados na ponta da língua. E a música de Max Steiner é sempre reconhecida nos primeiros acordes. Por trás de tudo, o sonho inquebrantável de um dos maiores fabricantes de sonhos de Hollywood: David O. Selznick. Ou melhor, o gênio do sistema da época de ouro do cinema americano. Foi sob a autoridade deste homem que foi possível a transposição para às telas do romance de Margaret Mitchell. Na sua realização, Selznick despediu e contratou roteiristas e diretores ao seu bel prazer. Scott Fitzgerald e Ben Hecht escreveram trechos do filme, mas o único a assinar foi Sidney Howard. Victor Fleming ganhou o crédito de diretor, mas George Cukor, Sam Wood e o diretor de arte William Cameron Menzies responsabilizaram-se por muitas seqüências. No
entanto, apesar de todo esse entra e sai, de vira e mexe da produção,
não se pode dizer que falta coerência ao ...E o Vento Levou.
Muito pelo contrário. Desde a concepção pictórica
- amparada num fantástico uso do Technicolor pelos fotógrafos
Ernest Haller e Ray Rennahan - às interpretações
do elenco coadjuvante, o filme é de um primor absoluto. Mas, o
que faz a sua grandeza é, principalmente, a maneira como um passado
do país é representado e a cativante dupla de protagonistas,
interpretados por Clark Gable e Vivien Leigh. Gable, que faz o aventureiro Rhett Butler, foi uma escolha natural de Selznick. Ele empresta humor e muita testosterona ao seu papel. Mesmo com essa sedução extremada, não dá para fechar os olhos diante de um filme que é também um monumento ao racismo e ao machismo. A Academia assinou em baixo dando a ...E o Vento Levou nada menos que 10 Oscars (entre eles filme, direção, roteiro, fotografia, montagem, atriz, atriz coadjuvante e direção de arte). Mesmo
que a transferência não seja magnífica em todos os
seus detalhes, este DVD leva a vantagem de ter saído de um master
original que teve suas gloriosas cores em Technicolor recentemente remasterizadas
digitalmente. O master é o mesmo que a New Line usou para relançar
o filme em 1998. A trilha sonora também foi remixada para Dolby
Digital (mas, para os mais saudosos, o original mono também está
disponível no disco). Outro ponto importante é que o aspecto
ratio também é o mesmo da estréia (1:33) e não
o widescreen que rodou nos cinemas durante muitas reapresentações
(inclusive em 70mm). |
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| EUA/1939
Direção: Victor Fleming
Elenco: |
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©
2002 NostalgiaBR - Geraldo de Azevedo |