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MARLON BRANDO
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| por:Alicia Assine Considerado pela maioria dos críticos de cinema (e também por boa parte do público) como um dos melhores atores da história do cinema, Marlon Brando revolucionou a arte com suas interpretações introspectivas. Misterioso como todos os gênios, Marlon sempre converteu o emocional em comportamento, arrancando de si o melhor de cada personagem. Nascido no dia 3 de abril de 1924, em Omaha no estado do Nebraska, o jovem Marlon Brando sempre teve problemas sérios de relacionamento com sua família, principalmente devido ao alcoolismo de seus pais. Com 15 anos, Marlon já estava decidido a entrar na Academia Militar de Shattuck - menos pela atração que a carreira lhe representava e mais pela distância que significa do horror familiar. Marlon havia sido expulso de diversas escolas e seu comportamento escolar era considerado "má influência" pelas boas famílias. Na academia militar, Marlon ficou apenas 1 ano, de onde também foi expulso, graças a uma fuga mal arquitetada do quartel. Sem um rumo na vida e cobrado pelos pais, Marlon decidiu mudar-se para Nova York junto com suas duas irmãs. Influenciado por elas, Marlon resolveu se infiltrar na carreira artística e se matriculou no internacionalmente famoso Actors Studio. Dirigido por Stella Adler e Lee Strasberg, o famoso "método" do estúdio era calcado na teoria de Stanislavsky, à qual o futuro astro provou adequar-se muito bem. Pela primeira vez na vida, Marlon Brando se sentia concentrado e com objetivos. Sua mudança para Nova York o fez perceber a necessidade do estudo e do trabalho, embora ele ainda conservasse o espírito rebelde e agressivo de sua adolescência. Logo, devido a sua dedicação e talento, o ator era um dos mais requisitados galãs da Broadway e sua estréia na peça "Remember Mama" foi aclamada por 9 entre 10 críticos. Logo em seguida, Marlon interpretaria, ainda no teatro, o personagem que o transformaria no mito que Hollywood cultiva até hoje: Stanley Kowalski, da peça "Um Bonde Chamado Desejo" de Tennessee Williams. O resto da trajetória mítica do astro já faz parte dos anais do cinema. A adaptação de Elia Kazan da peça clássica de Tennessee se tornou um fenômeno cinematográfico e, na companhia de Vivien Leigh, o astro amealhou sua primeira indicação ao Oscar. Nos anos seguintes, Brando continuava um ícone e seus filmes eram sempre muito bem recebidos por crítica e público. São dessa fase sucessos como como "Espíritos Indômitos", "Viva Zapata", "O Selvagem", "Júlio César" e "Sindicato de Ladrões" (ele recebeu seu primeiro Oscar, em 1955, pela interpretação nesse filme ). Sua atuação no papel-título de "O Poderoso Chefão', lhe valeu outro Oscar, que recusou em protesto contra a situação dos índios americanos e o modo como os apresentam no cinema de Hollywood. Participou ainda de "O último tango em Paris", "Apocalipse" e "Um novato na máfia". Na última década uma série de tragédias pessoais tornaram o ator recluso e um tanto rude com o meio em geral. Em 1990, um dos seus filhos assassinou a sangue frio o namorado de sua irmã. A tragédia o abalou profundamente e seu filho ficou preso por 5 anos na penitenciária de Nova York. Quando estava se recuperando do trauma e planejando uma volta às telas, outra tragédia: sua filha, a mesma cujo namorado havia sido assassinado, suicidou-se em 1995. Apesar do grande abalo que sofreu, foi neste ano que Marlon retornou aos cinemas em "Don Juan de Marco", filme de sucesso com Johnny Depp e Faye Dunaway. A psicologia aqui talvez esteja na própria arte. Foi indicado por 7 vezes ao Oscar de melhor ator: em 1951, por "Uma rua chamada pecado"; em 1952, por "Viva Zapata!"; em 1953, por "Júlio César"; em 1954, por "Sindicato de ladrões"; em 1957, por "Sayonara"; em 1972, por "O poderoso chefão" e em 1973, por "O último tango em Paris". Venceu em 1954 e 1972. Foi indicado também ao Oscar de melhor ator coadjuvante em 1989, por "Assassinato sob custódia". |
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Filmografia 2001
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