SOLTAR AS MÃOS

João era um bom homem, trabalhador e com o fruto do seu trabalho sustentava a família e tinha uma vida digna.

Cuidava da saúde, não fazia inimigos e dizia que sua felicidade era fruto de seu esforço pessoal, portanto, onde caberia a necessidade de um Deus, dentro desse contexto?

João era um ateu convicto.

Um dia, passava por uma estrada quando começou um enorme temporal. O carro de João derrapou e ele foi lançado para um abismo.

Embora não houvesse nenhuma possibilidade de salvação,

João gritou: Meu Deus, me ajude!

Nesse momento, surgiu uma árvore na beira do abismo e João se agarrou nela. Ainda ofegante e trêmulo, mal acreditava no que acabara de acontecer com ele. Nesse instante ele ouve uma voz:
- E agora João, acredita que eu existo?

João assustado e confuso, olha para os lados e percebe
que não há ninguém por perto, então responde:

- Claro que acredito, Senhor!
- Acredita mesmo, João?
- Claro, Senhor.

- Eu acabei de viver um milagre, como poderia não acreditar?
- Tem certeza de que acredita?

Claro, nunca tive uma certeza tão absoluta, em toda a minha vida.

- Então, se você acredita realmente em mim,
solta as mãos que eu te pego lá embaixo!

Menu

© Geraldo de Azevedo 2004